O assunto deste texto é algo que há muitos anos (muitos, mesmo!) está presente no cotidiano das pessoas: o sabão. Mas, mais do que o item de higiene em si, queremos falar sobre a história da saboaria natural e artesanal.
Já parou pra pensar que essa prática ancestral acompanhou a sociedade e seu progresso? Pois é, há cerca de 2.800 mil anos a.C, os babilônios já estavam produzindo seu próprio sabão.
E, milhares de anos após a primeira solução de sabão ter sido criada, vivenciamos um momento histórico no qual nunca estivemos tão atentos ao ato da limpeza, até mesmo lavar as mãos se tornou vital.
Tudo isso, também nos fez prestar mais atenção aos produtos que usamos e como eles são produzidos. Por isso, vamos fazer um breve passeio pela história da saboaria natural e artesanal e descobrir mais sobre as transformações desse item indispensável em nossa rotina.
Prática milenar
Como descrito anteriormente, os primeiros indícios de produção de sabão remontam a 2.800 a.C., na antiga região da Babilônia. A técnica consistia em ferver a gordura animal com cinzas, bem simplista, não é mesmo?
Alguns anos depois, por volta de 1.500 a.C., os egípcios chegaram a uma fórmula mais complexa, que compreendia a junção de óleos vegetais, animais e cinzas de madeira formando um sabonete em “pasta”.
Os árabes foram os primeiros a utilizar somente o óleo vegetal para a fabricação dos sabonetes, como o azeite de oliva, e também os primeiros a produzirem o sabonete em barra e perfumados.
O famoso Sabão de Aleppo na Síria, é o sabão em barra mais antigo do mundo. Há registros que no ano 700 da nossa era o sabão em barras já era fabricado exclusivamente com azeite de oliva e óleo de bagas de louro. Depois da primeira cruzada a Europa teve conhecimento desse sabão o que deu origem ao Sabão de Marselha na França e Castile na Espanha.
Avançando um pouco mais na história, foram os romanos que começaram a utilizar os sabões também para fins ‘estéticos’, nos banhos de banheira e para lavar os cabelos.
Artigo de luxo
Com o desenvolvimento das técnicas de produção, no século VI produzir sabão tornou-se um ofício e, com o passar dos anos, a prática se espalhou pelas cidades europeias. Foi aí que o item virou artigo de luxo e no século XV, o sabão caiu nas graças da elite e realeza.
Neste momento, principalmente na França, já se produzia sabões de maneira semi-industrializada. Na Inglaterra, a fabricação encontrava-se em expansão e tinha um diferencial: o sabão levava óleos vegetais em sua composição, substituindo a gordura animal.
A partir daí, a evolução foi constante e alguns momentos marcaram a história da produção natural do sabão: em 1789, Andrew Pears produz o primeiro sabão transparente de alta qualidade; em 1811, Chevreul descobre que a formação do sabão se dava em virtude de uma reação química; em 1850, William Gossage produz o primeiro sabão com custo acessível.
E foi em 1878, nos Estados Unidos, que Harley Procter e James Gamble, descobrem que a utilização de ácidos graxos mais puros possibilitava a produção do sabonete.
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Embora toda produção de sabão ou sabonete ocorra por meio da reação química entre ácidos graxos (óleos) e um material alcalino, na saboaria natural, pelo menos, 95% dos ingredientes utilizados devem ser de origem natural.
Além disso, as técnicas e os processos de produção também são característicos. E, diferente da produção industrial, os sabonetes naturais e artesanais preservam ao máximo as propriedades dos componentes utilizados na formulação.
Quer um exemplo? Na Baobá, nossos sabonetes são produzidos de forma artesanal, pelo método de saponificação à quente e possuem óleos essenciais, extratos e manteigas vegetais 100% preservados.
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